Conteúdo bonito não salva uma marca confusa

2min de leitura

Tem uma frase que eu escuto muito:

“Quero um conteúdo bonito.”

E tudo bem. Ninguém quer postar algo feio, mal iluminado, sem cuidado ou com cara de improviso. O problema começa quando o “bonito” vira o objetivo principal.

Porque conteúdo bonito chama atenção por alguns segundos mas conteúdo com estratégia(falar essa palavra hoje em dia parece coisa de guru/coach, né?) faz a pessoa entender sua marca, lembrar de você e considerar comprar.

E essa diferença muda tudo.

Uma campanha pode ter uma fotografia impecável, uma edição bem feita, uma paleta linda e ainda assim não gerar desejo. Sabe por quê? Porque estética sem direção vira decoração.

O conteúdo precisa responder algumas perguntas antes mesmo da câmera ligar:

Quem precisa ver isso?

  • E aqui quando mais específico, melhor. Nada de "pessoas do bairro xpto"e sim, "casais que gostam de viver experiência juntos e criam memórias.", ou "Homens com 35 anos que amam futebol e gostam de se cuidar"

O que essa pessoa sente antes de comprar?

  • Se você não entender o que seu cliente quer, você dificilmente oferecerá o que ele precisa.

Qual problema ela quer resolver?

  • Parece uma pergunta profunda, e pode ser, mas vai no simples. A pessoa ta com fome? Está com medo de falar em público? Está procurando quem possa ajudar com um processo?

O que faz ela escolher uma marca e não outra?

  • Aqui tem um erro que muitos cometem. Olhar para o concorrente e se comparar, ao invés de analisar e chegar em uma resposta a pergunta.

Qual história esse produto, serviço ou profissional precisa contar?

  • Com Canva, GPT, App de vídeos facilitando a produção de conteúdo, você precisa entender que o storytelling que irá conduzir o seu cliente à compra.

Quando essas respostas não existem, o conteúdo até pode ficar bonito, mas ele nasce solto. Parece bom no feed, agrada quem aprovou, mas não cria conexão real com quem deveria ser impactado.

E aí vem aquela sensação frustrante:

“Ficou lindo, mas não aconteceu nada.”

A verdade é que conteúdo não deveria ser feito só para preencher calendário. Nem só para manter o perfil ativo e muito menos para imitar o concorrente.

Conteúdo bom precisa ter intenção.

Às vezes, a intenção é vender.

Às vezes, é posicionar.

Às vezes, é educar o público.

Às vezes, é fazer a marca parecer maior, mais confiável e mais desejada.

Mas sempre precisa existir um motivo.

Na Oito8, a gente acredita que o visual é importante, sim. Muito. Mas ele vem depois de uma coisa ainda mais importante: a narrativa.

Antes do enquadramento, vem a ideia.

Antes da estética, vem a estratégia.

Antes do post, vem a pergunta: por que alguém deveria se importar com isso?

Quando essa pergunta é levada a sério, o conteúdo deixa de ser só bonito. Ele começa a funcionar.

Sua marca não precisa apenas aparecer melhor. Ela precisa ser entendida melhor. Vamos construir esse conteúdo juntos?

Conteúdo bonito não salva uma marca confusa

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